Podemos encontrar traços desse tema [o instrumento] em outro lugar? Se minha perspectiva geral for esclarecedora, eles devem ser encontrados onde a redescoberta do Dasein por trás do “homem” leva, em outras palavras, na forma como Heidegger caracteriza o que o Dasein tem a ver com uma “ferramenta” ou “instrumento” (Zeug). É possível identificar passagens em Aristóteles nas quais esse fenômeno tenha sido, se não explicitamente compreendido, pelo menos vislumbrado? Parece que sim, se nos (…)
João Cardoso de Castro (doutor Bioética - UFRJ) e Murilo Cardoso de Castro (doutor Filosofia - UFRJ)
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Brague (1988:198-199) – o instrumento [organon, Zeug]
31 de outubro de 2024, por Cardoso de Castro -
Volpi (2005:II.6) – hermenêutica da facticidade
31 de outubro de 2024, por Cardoso de CastroHermenêutica da Facticidade [GA61] é o título real que Heidegger atribuiu ao ciclo de palestras que ele deu no semestre de verão de 1923 e que foi oficialmente anunciado com o título Ontologia. Enquanto, de fato, como é afirmado na Introdução ao curso, o termo “ontologia” corre o risco de fornecer uma indicação indeterminada, inadequada ou até mesmo enganosa para o curso concreto da pesquisa (na medida em que lembra imediatamente a dimensão da ontologia tradicional com seus pressupostos (…)
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de Castro (2016) – A humanidade esquecida: a ciência na esteira da “metafísica da modernidade”
31 de outubro de 2024, por Cardoso de Castro -
Volpi (2005:IV.7) – O “último deus”
31 de outubro de 2024, por Cardoso de CastroO “último deus” é, portanto, também um dos campos em que o ser como Ereignis desdobra sua essência. A forte influência exercida naqueles anos pela poética hölderliniana do tempo da dupla pobreza “dos deuses que fugiram e do deus que virá” está concentrada na expressão “último deus”. Se no exórdio da seção de mesmo nome nos Beiträge [GA65] é dito que ele é “totalmente diferente dos que já existiram e, acima de tudo, do cristão”, o “último deus” certamente lembra a maneira como Hölderlin, por (…)
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Volpi (2005:IV.7) – os deuses
31 de outubro de 2024, por Cardoso de Castro“O Beiträge zur Philosophie [GA65] de Heidegger termina, e necessariamente, com a questão de Deus”. Tal questão — provavelmente o fio secreto ao longo do caminho heideggeriano — é, em última análise, exigida pelo próprio ponto de virada . De fato, a transformação para a qual o pensamento é chamado a fim de pensar o ser como um acontecimento converge para a preparação do encontro com o traço “mais distante”, “último” do ser, seu próprio eu inaugurador e “adaptador”. Esse traço “último” o (…)
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de Castro (2016) – A crise da Medicina no Imperialismo do Corpo
31 de outubro de 2024, por Cardoso de Castro -
de Castro (2009) – A comunicação linguística de uma perspectiva da Fenomenologia de E. Husserl
31 de outubro de 2024, por Cardoso de Castro -
Zubiri (2012:265-267) – Compreensão
30 de outubro de 2024, por Cardoso de CastroCompreender não é mero apreender, mas abarcar algo. Aqui compreender tem o sentido etimológico de comprehendere. A compreensão é o que vai constituir o modo de a coisa real estar presente novamente. É uma circunscrição periférica, por assim dizer, da apreensão primordial do real. Nesta compreensão da coisa real, fica incorporado a ela o que realmente é; o fóton fica incorporado à cor verde. E esta incorporação tem um nome preciso: é compreensão: compreendemos e não somente apreendemos o (…)
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Rivera (2001:156-158) – as coisas
30 de outubro de 2024, por Cardoso de CastroCuando se afirma que en la intelección se actualiza la realidad como un prius a su intelección misma, ¿se da con la forma más originaria de la intelección? ¿No es, más [156] bien, esta intelección así enfocada, ella misma una forma de intelección, y precisamente una forma derivada? Es lo que nosotros pensamos.
El mismo Zubiri sostiene, y con razón, que la sensibilidad en el hombre es ordinariamente sensibilidad intelectiva, así como recíprocamente, la inteligencia es inteligencia (…) -
Rivera (2001:154-156) – Críticas de Zubiri a Heidegger
30 de outubro de 2024, por Cardoso de CastroExaminemos más detenidamente la crítica de Zubiri a Heidegger. Ella se encuentra especialmente en las páginas 438-453. Zubiri expone primero el pensamiento de Heidegger (pp. 438-443). Esta exposición se resume en la página 442 en tres tesis. Ellas son:
“a) El darse del ser en la comprensión no es el mostrarse de algo que en sí mismo fuera ajeno a su mostrarse (es lo que sucede con los entes), sino que es un estricto ‘darse’; es, por así decirlo, un estar siendo lo que él, el ser, es. Darse (…)