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| - | ====== Zimmerman (1982: | ||
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| - | //Data: 2024-09-30 01:08// | ||
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| - | O tratamento mais extenso de Heidegger sobre a liberação diz respeito à liberação do indivíduo da vontade própria e do pensamento objetivante. Essa discussão é encontrada em seu ensaio “Towards the Elucidation of Releasement: | ||
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| - | Na ontologia, ou seja, na filosofia, Ser se torna [um] objeto explícito e tematicamente apreendido [Gegenstand]. A [filosofia] é, portanto, a tarefa livremente apreendida da iluminação e formação da compreensão do Ser pertencente à existência humana. (GA25, 38) | ||
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| - | Em aparente referência a essas declarações anteriores em geral, e à orientação subjetivista de Ser e Tempo em particular, um dos interlocutores confessa que “Anteriormente, | ||
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| - | Sob o domínio do egoísmo e da vontade própria, o indivíduo considera a si mesmo como o ponto de vista autofundante em torno do qual tudo o mais é organizado como um objeto para ele. Na verdade, porém, nascemos em um jogo de aparições que não tem “centro” nem “interioridade”. Entretanto, somente se formos liberados do isolamento imposto pelo egoísmo obstinado é que poderemos nos abrir totalmente para esse jogo. Na liberação, | ||
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| - | Em primeiro lugar, como o pensamento representacional ou objetivador é, em si, um tipo de vontade, dificilmente podemos esperar parar esse pensamento por um ato de vontade. A vontade apenas reforça a vontade. No entanto, a liberação não ocorre a menos que a pessoa esteja, de alguma forma, pronta para ela. Por isso, o cientista diz ao professor: “Você quer um não-querer no sentido de renunciar ao querer, de modo que, por meio disso, possamos nos liberar, ou pelo menos nos preparar para nos liberar, para a essência buscada de um pensamento que não é um querer”. (G, 31/59-60) Renunciar à vontade, entretanto, requer um “traço” de vontade que desaparece inteiramente na liberação. Esse “traço de vontade” é o modo como devemos “pensar a ‘resolutividade’ como é pensada em Ser e Tempo: como a auto-abertura propriamente [eigens] empreendida do Dasein para o aberto...” (G, 59/81) Como a liberação está além da vontade, ela está fora da distinção comum entre atividade e passividade. No contexto desse diálogo, “fazer” significa agir para atingir um objetivo proposto pelo ego. No entanto, o “não-fazer” característico do indivíduo liberado “não é, de forma alguma, uma questão de permitir que as coisas deslizem e andem à deriva”. (G, 33/61). Em vez disso, esse não-fazer é “algo como o poder da ação e da determinação”. (G, 58/80) Liberação significa a resolução de permitir que a natureza da verdade (não ocultação) seja revelada. Essa determinação, | ||
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| - | //PS: ZIMMERMAN, Michael E. Eclipse of the Self. Athens: Ohio University Press, 1982 | ||
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| - | G: Gelassenheit// | ||
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